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Nova York, bairro a bairro - Greenwich Village, alta classe e revolução social


Tradicionalmente, as quadras ao redor do Washington Square Park atraem os adinheirados de Nova York, tanto pela área privilegiada quanto por seu valor histórico.


Hoje em dia, no período escolar, o parque é tomado pelos estudantes da New York University, que estende seu campus pela região, e é sempre jovial e agradável.

Nos meses mais quentes, o parque vira palco para bandas locais, isto quando não são os próprios universitários a tocarem violão sentados na grama.


No entanto, a maior atração do parque é, sem dúvida, o Washington Arch, inspirado no Arco do Triunfo de Paris e homenageando o centenário da posse de George Washington como presidente dos EUA.

As melhores maneiras para chegar à Washington Square é desembarcando em Astor Place com o metrô 6 (linha verde), ou na rua 8/NYU com os metrôs N e R (linhas amarelas) e caminhar para oeste pela rua 8 até University Place, descendo para o sul uma quadra.


Por ser uma região universitária, há uma variedade imensa de restaurantes, bares e pizzarias econômicas. Além disto, ao longo da rua 8 há também várias lojas de sapatos mais em conta - inclusive até algumas especializadas em calçados para drag queens! -, que merecem uma rápida visita.


Se você resolver ser um pouco mais ousado e explorar as ruas adjacentes, como a Thompson St., a Sullivan St. e a McDougal St., você se deparará com uma vizinhança cheia de vida e juventude, daquelas que encantam pelos detalhes.


Inclusive, a Thompson St. é conhecida por ser a rua do xadrez, com várias lojas dedicadas a este jogo/esporte, com tabuleiros, peças e outros acessórios para os aficcionados. Mesmo que você não entenda nada nem curta xadrez, é sem dúvida uma rua muito peculiar.


Depois, prosseguindo pela West 4th St. em sentido oeste, você desembocará no cruzamento que é o coração do Greenwich Village, diretamente no Christopher Park.
Se hoje o Greenwich Village é um bairro residencial elitista, com um dos metros quadrados mais caros de Nova York, em meados do século XX era um bairro artístico e boêmio, que viu nascer e se propagar movimentos literários como dos Beatniks, além de uma grande variedade de músicos e artistas, e também o de direitos gays.


O bar The Stonewall Inn, que foi um dos palcos do movimento gay como também alvo frequente de batidas e violência policial nos anos 60, fica do outro lado da praça.


Retornando um pouco a leste pela Cristopher St., você chegará à Gay St., que não tem nenhuma atração específica além da placa da rua, que por si já vale uma foto.


Explore a Christopher St. em sentido oeste, passando pelos inúmeros bares gays e sex shops.
Esta é uma área de grande liberdade sexual, mesmo assim muito tranquila durante o dia, mas que pode ser um pouco intimidadora à noite, apesar de quase não haver perigo algum.


E você não precisa ser gay para aproveitar o Greenwich Village. Existe uma porção de ótimas lojas, algumas de marcas caríssimas. Com residentes tão bem-sucedidos, a vizinhança também atraiu tudo que há de melhor e alguns dos mais bem cotados restaurantes da cidade, pagando-se o preço por isto, obviamente.


Por causa das quadras irregulares e casinhas todas parecidas, é muito fácil de se perder no Greenwich Village, no entanto, isto é uma das características mais fascinantes deste bairro: poder se perder e se achar numa vizinhança encantadora e rica de história.


Se você for fã da série Sex and the City, não deve perder a oportunidade de fazer um desvio, subindo pela Bleecker St. até a Perry St. número 66, cuja fachada serviu para as gravações do prédio onde morava Carrie, apesar de na série eles falarem que era na região de Upper East Side.

Inclusive, seguindo um pouco mais pela Bleecker, na esquina com rua 11, está localizada a Magnolia Bakery, famosíssima por seus cupcakes.


E na rua 10, entre a Bleecker e a Hudson St., você encontrará a loja Housing Works, um brechó muito badalado e sempre com itens usados muito interessantes, alguns ainda com etiquetas, e frequentemente é possível encontrar ótimas roupas com bons preços, além de livros raros e outras quinquilharias de colecionadores.


Prossiga a oeste pela Christopher St. até chegar no Rio Hudson, onde há um belo parque para descansar um pouco e ver os arranha-céus do sul de Manhattan e o Empire State Building, bem como os de Jersey City, do outro lado do rio.

Por fim, basta retornar pela Christopher St. até a Sétima Avenida, onde há uma parada do metrô 1 (linha vermelha), ou um pouco mais adiante na West 4th, onde param os metrôs A, B, C, D, E, F e M.

Dedique uma manhã ou uma tarde para este roteiro, pois é um trajeto grande e com muito para se ver.




Importante: favor ler as Perguntas Frequentes - FAQ.

Comentários

  1. a-do-rei muahahahahahah! sou do mal

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  2. amei ameigaaa! muahahahahah sou do mal

    ResponderExcluir
  3. Todas as vezes que vou à Nova Iorque nunca deixei de almoçar ou jantar no Café Espanhol na Bleecker Street.
    É ótimo e baratíssimo, atende todos os requisitos de um mão-de-vaca.

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  4. Olá amigo,
    Adorei a ideia do blog. Estou te adicionando.

    Abraços

    ResponderExcluir
  5. Oi Henry, dia 12/10/2012 foi a minha volta ao Brasil. Fiquei em NYC desde o dia 1º de outubro. Amei a cidade, e a cada saída, eu dava uma olhada nas suas dicas no livro que comprei de vc. Valeu! Suas dicas foram imprescindíveis! Curti muito e aproveitei bastante mesmo, tudo graças as suas dicas! Quanto ao bairro de Greenwich Village, é tudo isto e mais um pouco. Curti numa sexta feira noite uma bar chamado GROOVE, que fica na McDougal Street! Ouvi uma banda tocando soul and black music, foi maravilhoso! Vai a dica aí para que for a NYC. O bar tem boa música e a comida, não foi cara! É claro que como uma boa mão de vaca fui no cardápio mais em conta!! Um abraço! E obrigada!!

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  6. Ameio post e o bairro. O charme da Bleecker Street é imbatível! Inseri o link de vocês no meu post.

    http://www.fernandareali.com/2012/10/greenwich-village-e-washington-square.html

    bjs

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