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Dia do Paquistão (eventos)

As festas étnicas de Nova York costumam ser programas de índio. Qualquer um que já tenha ido à Festa de San Gennaro em Little Italy, ou pior, ao Puerto Rico Day, sabe muito bem que tais festas são um fiasco. Definitivamente, os americanos não sabem o que é festa; neste sentido, os brasileiros dão um baile. No entanto, por causa da moda que a novela da Glória Pires, "O Caminho das Índias", lançou, talvez seja interessante, para quem estiver em Nova York neste final de semana, fazer um programa de "indiano", ou melhor, de paquistanês, que é quase a mesma coisa. Todos os anos, em agosto, é realizada no Madison Square Park, a "Pakistan Day Parade". A festa é relativamente pequena, começa às 11 da manhã e vai até à 1:30 da tarde, na Madison Ave, começa na rua 41 e vai até a 23. Haverá shows de cantores paquistaneses, comida típica, mas a verdadeira atração são os espectadores, todos vestidos com as roupas de seu país, em grupos enormes, adultos, velh...

O Homem Pós-Histórico

O mundo, tal qual conhecemos, não mais existe. Há apenas um ­homem diante de uma assombrosa descoberta, ­enveredando-se na intrigante busca pelo conhecimento. Um sujeito ­solitário, desenraigado e oprimido por sua condição humana: este é o ­Homem Pós-Histórico. (...) Sem dificuldades, ele deduz que coisas inanimadas não lhe podem dizer como se chamam, então, ele seria obrigado a dar-lhe nomes convenientes. Dá um nome às pedras, mas são tantas espalhadas pelo caminho que ele percebe que não pode dar nome diferente a cada uma delas, precisava de um título genérico, que servisse para designar todas, independentemente do formato, posição espacial e tamanho. Estabelece a primeira regra de aposição de nomes: para objetos, ele pode conceber um nome coletivo, como para pedras, árvores, montes, rios, flores, nuvens, animais, etc. Porém, ele não pode chamar a Mulher de qualquer coisa, pois ela é especial, individual, ela tem de ter um nome só dela, pelo qual nenhuma outra mulher no mundo, ca...

Dica da leitora - Ana Lucia Ciulada

(Vista do Top of the Rock, o terraço do Rockfeller Center. Foto: Henry Alfred Bugalho) Segue a dica da Ana Lucia, que esteve aqui em Nova York em junho, e compartilhou conosco sua experiência na cidade. "Cheguei na quarta-feira, 17, de NY e só tenho a agradecer a vocês pelas dicas! Apesar de já ter ido 2 vezes para aí, desta vez aproveitei muito mais! Jack's World é realmente ótima. comprei muitas coisas bacaníssimas lá com muito pouco dinheiro. Como moro na praia, no Recife, achei coisas úteis como protetor solar da banana boat por 3,99! Meias, escovas de cabelo, e outras besteiras úteis por preços irrisórios! Vale mesmo a visita. Usei o serviço de transporte da Braztours para os transfers de ida e volta para o aeroporto e para Woodbury , e valeu super a pena. O serviço é legal, com motoristas brasileiros muito simpáticos e o preço foi o melhor que achei pela internet. Eles são pontuais e, na chegada, o rapaz que nos esperava foi extremamente valioso, pois a American A...

Um final de semana em Governors Island (atração turística)

(Vista da ilha) Todos os anos, no período que vai de abril a outubro, é possível visitar, de graça, a Governors Island. Antigamente, a ilha era uma base militar e naval, mas recentemente foi aberta ao público para passeios à pé, de bicicleta, piqueniques e curtir umas das mais belas vistas panorâmicas de Lower Manhattan. (desembarque em Governors Island) Às sextas, a ilha pode ser visitada das 10 da manhã às 5 da tarde, já aos sábados e domingos, das 10 da manhã até as 7 da noite. Os barcos partem do Battery Maritime Building , um pouco mais ao norte do Staten Island Ferry , a cada hora, e o traslado é gratuito. É um passeio muito agradável, principalmente se o dia estiver ensolarado. A nossa sugestão é levar o seu lanchinho e fazer um piquenique no gramado que dá de frente para a skyline de Manhattan. No entanto, é proibido levar bebida alcoólica, e não se iluda que você esconderá uma cervejinha na mochila, porque é feita uma revista antes do embarque no ferry. Por outro la...

Dica do Leitor - William - O Retorno

O William já havia nos mandado algumas dicas que ele descobriu aqui em NY no ano passado, agora ele retornou de viagem e nos enviou mais algumas. Obrigado, William! *** As dicas que eu tenho a mais este ano são: 1. Não posso dizer se vale a viagem ao Woodbury Commons , mas as compras lá valem a pena sim. Comprei por U$10.00 e U$15 dolares (!!!) algumas blusas muito superiores às encontradas no Brasil. Na Nike comprei tênis que, mesmo em NY, são 15 % mais caros sobre os valores que consegui lá. No Brasil, esta diferenca sobe para uns 200 ou 300%, como sabemos. Obviamente os valores e descontos variam a cada loja (grife), e isto deve ser avaliado por cada um. Pesquise sempre e muito! Tem coisa bem em conta lá. Eu não sei dizer se vale a viagem a Woodbury Commons, porque eu não ia especificamente lá. Woodbury era caminho da minha próxima dica. 2. Visita à OCC : Orange County Choppers Para quem conhece e gosta da família Teutul, que fabrica motocicletas artesanalmente, v...

O código de ética não-verbal dos nova-iorquinos - parte 3

Voltar para a parte 2 Dando prosseguimento ao tópico "código de ética não-verbal dos nova-iorquinos", vamos a novas práticas e comportamentos que percebemos nas ruas de Nova York. - Cuidado com a contramão No livro "A Sabedoria das Multidões", o autor James Surowiecki apresenta o movimento dos pedestres como uma forma de inteligência coletiva. Como tantos pedestres conseguem se deslocar sem ficar se esbarrando o tempo todo? De fato, uma volta pelas ruas de Manhattan é um exemplo claro disto: mesmo nas ruas mais movimentadas, há um fluxo bastante harmônico e inconsciente entre os pedestre. No entanto, o turista costuma ser um corpo estranho neste processo, já que quer olhar e tirar foto de tudo, e como na música de Chico Buarque, "atrapalhando o tráfego". Tudo bem... os turistas tem todo o direito de curtir a cidade em seu próprio ritmo, no entanto, jamais ande na contramão . E não estamos falando da contramão dos carros, como pegar uma rua no s...

Fuerza Bruta - off-Broadway (resenha)

O Enredo É até difícil explicar do que se trata o show "Fuerza Bruta": um misto de dança contemporânea, arte performática, discoteca... e mais um monte de outras coisas. A verdade é que foge de toda classificação tradicional. Não há um enredo definido, mas a minha interpretação é que representa momentos de frenesi da vida cotidiana moderna, sempre correndo atrás de nossos objetivos e superando obstáculos, e momentos de sonho e delírio. Mas é apenas assistindo para compreender do que se trata. Acima de tudo, "Fueza Bruta" é um turbilhão de impressões sensoriais, Arte em seu estado mais puro. A Produção O uso do espaço é fantástico. Ao invés de um palco, o cenário e os artistas desfilam e surgem por todos os lados do teatro, das paredes, do teto, do meio da plateia. A criatividade da equipe é absurda, em momentos como a da piscina transparente que desce do teto e na qual bailam e deslizam as dançarinas. O elenco é de primeira linha, muitos com peças da ...